Prosa de 30

A escrita regionalista ou neorrealista, predominante entre os maiores escritores da época, é uma tentativa de analisar o psicológico das personagens e a maneira como o mesmo é formado. Nas obras, o meio em que vivem os indivíduos geralmente molda sua forma de pensar, deixando pouca ou nenhuma escolha quanto a seu destino. Os autores tendem a ter um cuidado de retratar fielmente a linguagem utilizada de fato na região retratada.

Graciliano Ramos tinha uma linguagem seca, tentava ao máximo de suas habilidades ser conciso, expressando apenas aquilo que julgava necessário. Dizia que não descreveria a cor de uma cadeira se isso não fosse a característica definidora do objeto. Seu cuidado com a palavra tornava seus textos viscerais, mesmo quando abordava temas emotivos. Graciliano também tinha em sua escrita fortes críticas sociais, presentes em todas as obras do autor.

A prosa de Rachel de Queiroz pode ser dividida em duas fases. A primeira, política, social e engajada, de sua época como membro do Partido Comunista. A segunda, após sua saída da prisão, desiludida com a causa, fase mais focada no psicológico.

É atribuído a José Lins do Rego a invenção de um novo romance moderno brasileiro. Tinha uma simplicidade linguística, não deixando de lado a técnica na descrição dos estados psicológicos de seus personagens. Descreveu com maestria a decadência dos engenhos de açúcar, assim como a decadência daqueles que dependiam do sistema. O fez em 4 livros, sob todas as perspectivas. Mais tarde sintetizou as obras em “Fogo-morto”, sua obra máxima. Também se aventurou, falando do cangaço, do misticismo e da seca, mas não teve tanto sucesso.

Jorge Amado começou escrevendo romances panfletários, era membro do Partido Comunista, influenciado por Rachel de Queiroz. Em suas primeiras obras tratava do bem contra o mal, os tipos marginais como vítimas do sistema opressor. A partir de 1958, afastou-se das questões sociais, focou-se em escrever romances de costume, explorou cada vez mais o tema do amor. Era o autor mais vendido até o “Fenômeno Paulo Coelho”.


	

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